terça-feira, março 22, 2011

Eles chegaram colocando banca. Os fracos correram, e eu apenas observava de longe. Eles apontaram as suas armas para o meu horizonte. 'Não no meu território', eu pensei.  Eles eram mil, e eu uma só. Mas e daí? Eles tinham as armas, e eu a inteligência, eles tinham vontade, e eu tinha força. Eles tinham coragem, enquanto eu só estava de sarcasmo com a cara deles. Eles queriam o poder, porque era tudo o que eles tinham, era o que me diziam. "Dê a eles o que precisam, eles vao nos deixar em paz", eu ouvia a voz dos fracos.  "Não no meu território", eu pensava. O desejo deles aumentava, enquanto eu só sentia sono. Eles estavam com medo, eu podia ver o tremor em cada gota de suor que eles derramavam pelas luvas. Eles tentavam me dominar, enquanto eu só estava brincando com a cara deles. Que se dane, não no meu território.  Eu mostrei a face, eu não tinha medo. Eles pareciam crianças cobertas de pesadelos. Eu disse "Não no meu território", e eles se foram,  feito  palavras jogadas ao vento.  Quem é que vai me dizer que não é fácil controlar os sentimentos?  .Carol Gray

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