quarta-feira, março 27, 2013

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Drug


Ele sentou-se sobre os degraus, horas e horas pareciam minutos. Ele devorava o pôr-do-sol com os olhos, aprofundava-se em cada raio distribuído pela varanda, e, por mais que a fumaça do cigarro lhe fizesse sufocar, ele parecia não se queimar.
Ele aspirava metas: uma garrafa de uísque e vinte maços de cigarro sobre a mesa. Jornais e revistas eram como brincadeiras antigas, nada de diversão, apenas lembranças. Calçava uma meia e um chinelo, enquanto que uma bermuda rompia-lhe das pernas o frio.
- Ei, rapaz. Fiz um chocolate quente pra você.
- Um chocolate quente, Grenna? Você sabe que estou necessitando daquele uísque...
- Faz três semanas que você se afoga nessas porcarias. Você está sendo um péssimo exemplo na vida do seu filho, Drug.
Ele lançou o cigarro, à distância, na lixeira. Puxou mais um cigarro, e o isqueiro. Acendeu-o, deu uma tragada e soltou uma fumaça ao vento, olhando, em seguida, com ironia para Greena.
- Sabe, Greena, eu não nasci para agradar ninguém. Minha mãe abandonou a família, meus irmãos morreram pelo país. Meu pai foi a única pessoa que sempre esteve aqui, e, mesmo assim, nunca fiz nada para agradá-lo. Quando Andrew crescer, ele vai ter que escolher o próprio caminho. Eu não vou pintar listras na estrada para ele seguir. Ele que crie seus instintos.  - disse, enquanto tragava o cigarro.
- Você é como seu pai, um ditador da realidade. Ou você realmente acha que uma criança como ele vai saber se virar sozinho? - disse Grenna, tentando convence-lo a parar com os vícios.
- Eu soube. A não ser que você queira me chamar de especial, eu criei meu caminho sozinho, e ele pode fazer o mesmo. As pessoas não podem criar rotas para nós, Grenna. Até porque um ponto de vista nunca é igual a outro.
- Você é extremamente louco. Desse jeito, vou acabar cuidando de Andrew sozinha.
- Vá em frente. Preciso de uísque. E já que você me fez um chocolate quente, posso beber as duas coisas. Não faz diferença.
- Não faz questão de participar da vida do próprio filho! Você está mudado, Drug. Muito mudado!
- Tanto faz. Diferente ou igual, as coisas pioram. Então prefiro que elas piorem, mas enquanto eu me divirto.
- Diverte-se?! Chama isso de diversão? Você está estragando a si mesmo, querido.
- E por que se importa tanto com isso? Que se dane! A vida é uma só, Grenna. Assim como você e meu pai falharam, eu também tenho direito de falhar. Mas sou diferente em um ponto: eu falho sorrindo, e deixando a vida das pessoas limpa.
Nether se levantou, e jogou o cigarro sobre a grama. Aquele diálogo havia lhe assumido a cabeça, mas a garrafa de uísque parecia mais importante agora. Deu goles extremamente curtos e rápidos, sentindo-se tonto e pronto para deitar. Subiu as escadas com ar de "finalmente". Entrou no quarto, trancou-se, e despejou-se sobre a cama. Algumas palavras atormentavam sua mente, queria acender um cigarro, mas evitava fazer isso dentro de casa. Apesar de ser ausente, como dizia Grenna, e um ditador de realidades, ele se importava com o filho e não queria que ele se estragasse por dois. Fechou os olhos, sentiu-se tonto. Tomou alguns comprimidos, e adormeceu. Era o momento em que o Sol se escondia e as cortinas não precisavam ser fechadas. Escuro e frio, o quarto abrigava um homem com a vida extremamente entediante. Não podia se divertir, trabalhava o dia todo no Departamento. Não podia assistir TV, o sono o derrubava feito Davi e Golias. E quando estava acordado, o pequeno Andrew precisava de atenção. Sua vida estava cada vez mais cansativa, e ele estava se tornando velho. Mais uma semana e talvez ele não aguentasse mais as escadas. Imagine depender de ajuda para algo. Era o pesadelo de Drug, ou, como chamamos desde o princípio, Nether. Estava estendido de qualquer jeito sobre a cama, adormecido, desmaiado, desmaterializado. Não havia qualquer barulho ou toque que o fizesse despertar. Não naquele estado de total tontura, frieza e depressão. Talvez um pouco de ódio também.
A noite passou rápido. A casa morreu rápido. Ele ainda estava estendido sobre a cama, e parece que ficaria assim até o amanhecer.

Drug


Passaram algumas horas e ele acordara ofegante. A ideia de sonhar com Diana não tinha lhe feito bem. Levantou-se da cama, às 4h50, e bebeu um drinque. Passou a mão no rosto, e estava acordado. Alguns passos ecoavam em seus ouvidos, Andrew havia se levantado.
- Papai?!
De repente, Nether parou. Parou de pensar, de ver, de ouvir, talvez até tenha se esquecido de respirar.  Aquela voz pronunciando aquela palavra o tinha feito congelar.
- Papai, você está bem?
E mais uma vez. E foi se repetindo na cabeça de Nether, que estampava um sorriso não visto há anos.
- Dá um abraço no papai. - Nether disse, estendendo os braços para seu filho, que, em seguida, abraçou-o com ternura. - Papai está bem. Só veio pegar um copo d'água, e já vai dormir.  E você também tem que ir, está muito cedo para você estar acordado.
- Eu ouvi um barulho, e quis saber se você estava bem. - disse o menino, justificando-se para o pai.
- Tudo bem. Obrigado. Agora volte para a cama, está bem?
Deu-lhe um beijo na testa, e ficou observando cada passinho que aqueles pés tão pequeninos davam. Nether, por mais frio, individualista e rude que fosse, se sentia feliz por ter Andrew. Depois da morte de Diana as coisas tinham se tornado difíceis.
Recuperou a garrafa de uísque, que escondera do pequeno. Bebeu mais algumas doses, e voltou para o quarto. Apagou feito um céu anoitecido.
Já batiam às 8h, e Nether se levantara. Fora ao quarto do pequeno Andrew, que dormia angelicalmente em sua cama. Fora para a cozinha, onde encontrara Grenna.
- Bom dia, Grenna! -
- Bom dia, Drug! - ela respondera, com um sorriso dócil.
- E aí, cadê o meu bacon, minhas panquecas, meu café?
- Mas gordura uma hora dessas? Nem pensar! O senhor tem que se manter saudável, até para dar exemplo ao seu filho.
- Andrew? Ele está dormindo como um anjo. Não vai acordar agora, tenho certeza. Que tal você fazer o que pedi, e assim eu fico feliz?
Ela se sentiu um pouco sem graça com a resposta, e logo aprontou o café. Nether devorou tudo em segundos, e em seguida fez a higiene e pôs o uniforme. Eram 8h40 quando ele saiu.
Sentia ainda o úmido e o amargo do café por sua garganta, lembrou-se que não havia escovado os dentes. Enquanto prestava atenção no trânsito, seu celular tocara.
-      Cadê você, cara? Estamos lhe esperando há 10 minutos.
-      Relaxa, Fuller. Estou a caminho.
   Fuller às vezes era ingênuo. Ora, se sabia que Nether nunca deixara de avisar uma falta, por que insistir tanto? Se Nether demorara, por que não começaram o serviço antes?
   Ele acelerou seu Dodge, usando a desculpa de estar atrasado. Mas já estava com vontade de fazer isso, antes de notar que se havia atrasado.
   Enfrentou mais uns cinco minutos de trânsito, e lançou seu carro no estacionamento do Departamento. Saiu de óculos escuros, mascando chicle, e acionou o alarme, fechando, assim, as portas e janelas.
    O Major lhe esperava na porta, com um ar de quem lhe daria uma advertência. Não seria para menos, em vista que suas ações haviam prejudicado um tanto o chefe.
-      Sabe, Drug, gosto tanto de você que lhe considero como meu filho. Talvez você fosse considerado um braço direito, mas acho que agiu como criança, e como punição, devo lhe tirar das ações. – dizia o Major, já esperançoso em relação ao comportamento depressivo do rapaz.
-      O que foi? Urinei nas suas calças? – ironizou Nether, enquanto ingeria alguns goles de água.
-      Roberto Marino. Lembra-se dele?
-      O caminhoneiro que matou a estudante com três tiros e depois usou os filhos como escudo?
-      Exato. Ele foi prestar depoimento ontem. O marmanjo arrumou uma briga na cadeia e conseguiu uns ferimentos na barriga. Usou isso como arma contra você, contra todo o Departamento. Ele alegou que foi você que o feriu, e algumas testemunhas advertiram que você o acertou com algumas joelhadas neste local. O que você estava pensando, Drug? Você pensou que um cara que usa os próprios filhos como escudo não usaria qualquer coisa contra você, mesmo que fosse um simples arranhado? Drug, eu não sei exatamente o que anda acontecendo com você e o Fuller. Ultimamente você tem agredido mais do que o normal, e Fuller anda sempre assustado. Honro-te pelos seus atos, mas veja bem a nossa situação, rapaz. O que vamos dizer agora? Você realmente o golpeou.
-      O que foi dessa vez? Ele atirou em alguma outra garotinha com quem você gostaria de dormir? Parece que sim. Ou então você esqueceu sobre quem sou eu. Eu posso garantir essas manchas roxas da joelhada, eu o imprensei na parede, isso todos viram.
-      E daí? O que isso prova?
-      Pense, Major. Pense grande. Se eu estava o imprensando na parede, como poderia portar um instrumento de corte nas mãos? Eu estava segurando os braços dele.
-      É, rapaz. É por isso que você é meu filhote!

terça-feira, julho 03, 2012

Durante muito tempo estive sem ideias. Sei lá, às vezes penso que a inspiração não depende apenas de fatos. O pior é quando ela depende deles, porque, francamente, escrever sobre a minha vida pode trazer um desgosto fatal.
Bom, para ser sincera, eu esqueci desta página. Deixei-a morrer como um amorzinho de verão; passageiro, ligeiro, em branco. É sério.
Queria deixar claro que as regras mudaram por aqui. Não me ofendo se falarmos do meu passado (por que falaríamos dele?), cansei de ser doce e me entreguei ao sarcasmo; e o melhor de tudo: tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado. 
Bem, não foram lá mudanças muito legais... Mas vejam pelo lado bom: eu mudei.
Mudar nem sempre é bom, confesso, mas pode te aliviar a rotina. Talvez tenha sido por isso que eu deixei o FHOD de lado, mas tanto faz, estou de volta.
Se você estava esperando por novas interpretações metafóricas de uma vida, você vai conseguir alcançar isso. Voltarei a postar minhas metáforas e filosofias sobre mim e a minha vida. Espero que o desgosto não seja tão fatal assim.


Carol Gray.

domingo, setembro 18, 2011

E para quem é fã de GAGA....

... Vale a pena conferir alguns GIFS da diva!
PS: Caso GIF não carregue automaticamente, clique sobre ele para abrir.










sábado, setembro 17, 2011

VMA 2011 - FOTOS, GIFS; TUDO OFICIAL!

                        CURTA!


A linda da Adele, com o Justin.  A-M-E-I!



A linda da Sel Gomez, com a Demi Lovato. Gatíiiiiiiissimas!



LINDOS! Justin Bieber e Sel Gomez.


EEEEEPA!  Encontro dos ex-namorados Joe Jonas e Demetria Lovato. Só mesmo a super amiga Sel Gomez para ajudar.


Olha aí  Justin com a diva Katy Perry com seu maridão. A-R-R-A-S-O!


Agora é a vez da linda da Sel Gomez encontrar o ex-namoradão,  Taylor Lautner. E quem disse que precisou de uma super amiga pra ajudar, hein?! 


HAHAHAHA.  Fiquei feliz demais por conseguir fotos oficiais. 


Eu quase voei de tanta felicidade! Estilo CHRIS BROWN, hoho.


Deu até uma fominha... NHAAAAM!


Não gente, é brincadeira!


Cansei de postar.



PARTIU! Estilo Jay-Z.   BYE!

sexta-feira, setembro 16, 2011

É difícil estar mal olhando para esses olhos. Lembro-me de quando eu os tinha longe. Eu esperava os encontrar todos os dias,  queria sorrir para eles.  Às vezes, eu me escondia atrás de um amigo para não deixar eles me encontrarem, mas você sempre fazia com que eles me encontrassem.  Isso me deixou segura, mas eu sabia que eu poderia cair a qualquer momento.  Eu respirava, e queria estar olhando para esses olhos,  e eles ainda pareciam longe.  Às vezes, eu me encostava na parede, e pensava numa forma de dizer o quanto gostei desses olhos quando os encontrei. Você estava lá,  sempre lá,  nunca aqui.   E eu pensava em mil formas de me aproximar. Então, estávamos lá, e outros dias aqui.  Os olhos se encontravam, e finalmente o primeiro beijo.  Eu tive a certeza que era você,  mesmo estando de olhos fechados, porque os sentimentos ferviam dentro de mim, como ninguém havia conseguido me fazer sentir.  Eu tive a certeza de que era você, e sempre seria.  E de novo, estávamos aqui, e depois lá.  Droga, estávamos nos afastando.   Meses passavam, enquanto eu procurava uma forma de ter você aqui, mas você estava lá. Não podia ser verdade, não mesmo. Dentro de mim, nada estava certo.  Você me fez outra pessoa. Meses passavam, e eu estava encostada sobre a parede,  pensando no pedido, pensando no término. Então,  seus olhos me encontraram,  e me disseram "Eu sinto sua falta".  Então, nos aproximávamos, e você não estava mais lá.  Os seus olhos descobriam tudo o que eu escondia, enquanto íamos nos aproximando.  Eu fui me segurando,  mas você conseguiu me soltar, e me aproximou de você. De repente,  seus olhos fitaram o meu,  enquanto eu dizia que sim. E agora estávamos juntos.  Éramos um só. Agora meus olhos não encontram mais ninguém,  eles vêem você, mesmo quando não está aqui, como se a todo instante fosse dado o primeiro beijo, e eu soubesse que é você, mesmo de olhos fechados.  Como se o sonho tivesse começado, e nunca fosse terminar. Agora você está aqui,  e sempre vai estar.  Eu te amo.   Carol Gray