Maybe this is possible. No rules, no hurts, no problems, no people, no goodbyes. Just me and my world.
terça-feira, março 22, 2011
Quando iremos parar pra observar que estamos nos matando por nós mesmos? Chega deste inferno, não vamos entrar em guerra de novo, porque dessa vez não iremos conquistar nada. O tempo vai passando, e as memórias se desenterram cada vez mais rápido. Alguém se esconde atrás da porta, mas a chuva escorre pelos buracos que ela possui. Ele chora, porque a garota que ele ama se foi com outro cara pela porta dos fundos antes que ele pudesse dizer-lhe adeus. E o velho padeiro com a sua bicicleta buzinava rua adentro, e aquele barulho me irritava, porque eu nunca consegui dormir. Hora a buzina, outra hora o barulho das armas disparando na cabeça dos inocentes que foram obrigados a participar de uma guerra que não era deles. Oh, meu Deus, quando será que isso vai passar? Por que seremos sempre nós a pagar o preço que eles nos cobram sem ao menos terem valor algum? Por que, cada vez que o mundo gira, as coisas mudam de lugar? Eu só queria uma chance, e talvez fosse pouco para fazer isso parar. Uma criança cai, e lá se vai outro sangue inocente derramado, não se fala mais de sonhos destruídos, e sim de uma vitória sem valor, insignificante. Por que eles fazem isso? Eu era apenas uma criança, mas a guerra em que eles me obrigaram a entrar me fez amadurecer. Mas eles se distraíam facilmente com o ódio que os rodeava, e nem perceberam que eu já não estava lá por anos. Eu me escondi atrás da sombra que envolvia a cidade, eu não queria ouvir mais as armas disparando. Eu corri, e cai, eu não deveria sentir aqueles tiros, mas eles me acharam, e lá estava eu, caído ao chão, hora ouvindo a buzina do padeiro, hora ouvindo o som das armas, e isto nunca vai acabar. Carol Gray
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