Maybe this is possible. No rules, no hurts, no problems, no people, no goodbyes. Just me and my world.
quinta-feira, setembro 01, 2011
Os galhos batem na janela, às vezes penso ser você querendo entrar. As folhas caem ao chão feito lágrimas despencando de um olhar. O vento balança a rede, mas ela está vazia. Nas ruas, um vazio traz o frio, e a escuridão pouco falta para chegar. O inverno envolve a cidade, a chuva lava as ruas. Faz tempo que isso dura, mas não posso mudar. A solidão invade meu peito. No relógio, as horas passam, é apenas mais um dia comum. Espero a manhã inteira para te ver, e você sempre está lá. E se um dia realmente você não voltar? Iremos começar tudo outra vez, não é? E se dentro de você não existir nenhuma parte de mim? Eu não quero que seja tudo verdade de novo. Ao menos, finja que está tudo bem. Você está aqui, e me abraça, você mexe comigo, e age como se não houvesse nada diferente, mas eu não quero ter que fingir isso de novo. Chega de esperar você sentir o que sinto, um dia, eu ainda vou dizer adeus. Mas confesso que, no fundo, eu ainda vou estar esperando você chegar outra vez. A neblina cobre o céu e a minha visão. Parece que tudo está bem, mas a quem estamos enganando? Eu ainda choro quando você vai embora. Porque o que para você são dias, para mim são lembranças. Um dia, talvez, você entenda. Nós não fomos feitos um para o outro, eu sei. Mas e se, de alguma forma, você ainda for meu? Eu penso em mil formas de esquecer, mas aí você aparece e a única coisa que sei fazer é pensar em você. Por que é tão difícil para você me dizer a verdade? Diz logo de uma vez que sente falta de estar ao meu lado, que quando eu saio você também se sente só. Que tudo o que fazemos juntos ainda é especial dentro de você. Só me diz como te dizer adeus, e ficaremos bem.
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